O ser humano é fascinado por histórias. Durante toda a nossa existência, fomos alimentados com narrativas e mais narrativas que além de nos encantar, ditavam a nossa forma de vida. Histórias são os maiores condutores de pensamento humano que já existiram. Desde a Grécia antiga, com Zeus vencendo Cronos, libertando seus irmãos devorados e dominando o mundo, até a idade média com o Deus que em sete dias criou o mundo, fez o homem do barro e a mulher de suas costelas as histórias formam a sociedade. Hoje, com a indústria do entretenimento, com o cinema, tv, teatro, internet e etc não é diferente. Eles nos contam histórias, colocam ideias em nossas cabeças, nos convencem e nos divertem. Não ficou claro ainda? O Storytelling, que nada mais é do que contar histórias, é uma poderosa arma para se fazer uma apresentação. Vou explicar o porquê. Quando...

Forrest Gump foi realmente uma figura notável. Conheceu o presidente dos Estados Unidos inúmeras vezes, foi a China jogar Ping Pong, lutou na Guerra do Vietnã e ganhou uma medalha de honra ao mérito por isso, formou uma grande corporação de pesca de camarão e correu pelos Estados Unidos inteiro, se tornando celebridade. De tudo isso, com certeza podemos aprender algo sobre apresentações. Busque referências para a sua apresentação. Por melhor que o seu argumento seja, sem algum exemplo da sua aplicação o público pode acabar achando sua ideia utópica. Para se livrar daqueles “legal a ideia, mas isso nunca ia dar certo”, busque exemplos e pesquisas que comprovem seu ponto de vista, fundamentando melhor a sua apresentação. Forrest Gump serviu de referência para muita gente, até mesmo para Elvis Presley. Vendo o garoto de pernas mecânicas se remexendo todo ao ouvir a sua música, Elvis ficou impressionado e resolveu levar...

Você já cocriou na sua vida? Por mais que o nome seja uma novidade, eu tenho certeza que já. Uma cocriação nada mais é do que criar algo em conjunto. A forma como isso é feito pode variar muito, mas a ideia central é a mesma, gerar ideias, tanto suas quanto minhas, e juntá-las. Geralmente, em agências, quando alguém contrata seus serviços para criar uma campanha, um nome ou algo do tipo, ele conversa com o profissional de atendimento que faz uma ponte entre cliente e agência. Dessa forma, quem solicita o produto só vai ver o resultado final, que pode destoar completamente do que ele tinha imaginado quando procurou a agência. No caso de apresentações, as chances de o cliente não receber aquilo que imaginava é muito mais comum. Resolvemos utilizar a cocriação como metodologia para acabar com esse problema. Fazemos uma reunião de 3 horas...

Existem vários erros comuns que as pessoas cometem ao fazer uma apresentação. Alguns desses erros estão bem evidentes no filme Trainspotting, que conta a história de quatro jovens irlandeses e sobre seu vício em heroína. Vamos ver o que aprendemos com eles sobre como não fazer uma apresentação. Não pense primeiramente nos slides e depois no seu conteúdo. É comum pessoas abrirem o Power Point para começarem a fazer a sua apresentação. Planeje tudo o que você vai falar primeiro, seus argumentos principais, seus fundamentos, e só depois pense em slides. Assim como existem essas pessoas viciadas em Power Point, Mark era viciado em heroína, mas ele percebeu que não iria a lugar nenhum na vida, e então largou o vício e começou a trabalhar. Tudo bem que depois ele e seus amigos resolveram vender drogas, mas o que importa é que ele tentou. Não seja viciado em...

Talvez você já deve ter tido uma ideia muito boa, algo que mudaria completamente o pensamento das pessoas em relação a um determinado assunto, mas não sabe como convencê-los de que você está certo. Usando como exemplo o vídeo da apresentação de Daniel H. Pink, onde ele mostra que oferecer recompensas não é a melhor forma de se incentivar pessoas, vamos aprender a apresentar ideias originais para as pessoas. Primeiramente chame a atenção. Daniel não vai direto ao ponto, ele conta uma história da sua vida pra gerar uma empatia com o público, e conta que ali no palco, vai invocar seus talentos remanescentes de advogado e propor a plateia um caso para ser resolvido. Ele deixa o público curioso e mais interessado. Agora que o gelo foi quebrado, é hora de apresentar a sua ideia. Usando um exemplo simples e fácil de entender, ele propõe a plateia um probleminha de raciocínio....

Django Livre é um filme um tanto quanto polêmico. Alguns dizem que desrespeita os negros por seu palavreado ofensivo, outros dizem que apenas retrata o contexto histórico da época, e existem os que assistem só para ver a ação louca de Tarantino. Eu não estou de nenhum desses lados. Assisto Django para aprender como fazer uma apresentação. E esse cara tem muito o que ensinar. Seguem aqui algumas dicas: Goste de se apresentar. Eu sei, eu sei, existem pessoas que naturalmente gostam de falar em público, outras, não. Mas algumas vezes o problema pode não estar em fazer a apresentação, mas no tema a ser apresentado. Procure levar ao palco ideias nas quais você se interesse, algo que lhe dá vontade de apresentar aos outros, e de fazer com que eles compartilhem desse seu sentimento. Django por exemplo, após viver anos como escravo, sofrendo, foi vendido, teve...

Um diagnóstico é uma descrição minuciosa sobre alguma coisa. Em relação a apresentações, fazer um diagnóstico geral é essencial antes mesmo de começar a preparar o roteiro. Aqui na Pipoca, fazemos algumas perguntas básicas sobre uma série de fatores que darão uma direção para o nosso trabalho, possibilitando um maior planejamento de conteúdo. Vamos analisar essas perguntas e te contar porque elas são tão importantes. Quem é o público? Sabendo quem é o seu público, você pode escolher qual é o tipo de linguagem que você irá utilizar e quais exemplos ou histórias você pode contar que faça sentido para eles. O que eu quero que eles saibam? Definir quais são as informações principais que você quer passar é essencial para dar ao roteiro uma linha de raciocínio coerente. O que o público espera de você?  Pontuar quais são as expectativas do público é importante para você direcionar sua apresentação afim...

Ser um bom apresentador realmente não é fácil. Ned Stark, por exemplo, perdeu a cabeça por não conseguir expressar bem as suas ideias. Veremos aqui o que podemos aprender com seus erros e mantermos nossa cabeça grudada ao pescoço. E se o PowerPoint não funciona? Se o som do vídeo que você ia passar não sai? Se o seu pen drive quebrou? Nunca confie sua apresentação completamente a meios externos. Use-os apenas para te dar suporte, mas garanta que sua fala possa funcionar sem eles. É claro que ter slides bonitos e informativos melhoram muito a sua apresentação, mas a questão é que eles não precisam ser a sua apresentação. Ned Stark por exemplo, iria dedurar o rei contando que ele era um bastardo e não tinha direito ao trono que estava ocupando na frente de todos. Mas resolveu confiar na piedade de seu soberano e confessar que era um...

É raro conhecer uma pessoa que realmente goste de música clássica. Popular, seria um dos últimos adjetivos que alguém daria para esse estilo musical que muitos afirmam estar morrendo. Imagine então, que você está na palestra de um maestro, sem esperar nada demais, e então ele diz: “meu objetivo hoje é fazer com que todos aqui saíam dessa palestra entendendo e amando música clássica.” E ele realmente o faz. Vamos entender como ele articula seu discurso para isso. Primeiramente, Zander apresenta a realidade da música clássica no mundo atual. Ele admite que são poucos os admiradores do estilo, mas diz que aqueles que não gostam de música clássica, apenas não tiveram a oportunidade de aprender a entendê-la. Sendo assim, ele resolve explicar. Mas devemos notar que Zander nunca se posiciona como o senhor “sabe tudo”, não fica usando termos técnicos e tentando mostrar seu conhecimento. Ele...

Ele é um exímio cozinheiro de metanfetamina, envenena criancinhas nas horas vagas, destrói a própria família buscando poder, assassina donos de franquias de fast food e se autodenomina Heisenberg. Será que podemos aprender algo sobre apresentações com esse cara? Claro que podemos. Walter White pode não ser a melhor pessoa do mundo, mas tem certas habilidades que fariam dele um bom apresentador. Mexer com a emoção do público é algo muito delicado. Você precisa saber inserir histórias que estejam relacionadas com o propósito da sua apresentação, porém ao mesmo tempo elas devem tocar o público de alguma forma. Pode ser um episódio que aconteceu na sua vida, um testemunho que você já ouviu, ou até mesmo a história de vida de alguma celebridade. Depois disso, o público se conectará com a sua proposta de uma maneira totalmente diferente. Walter White por exemplo, resolve envenenar uma criança, acusar outra de pessoa de ter cometido tal atrocidade...