Author: Eduardo Brunetto

Django Livre é um filme um tanto quanto polêmico. Alguns dizem que desrespeita os negros por seu palavreado ofensivo, outros dizem que apenas retrata o contexto histórico da época, e existem os que assistem só para ver a ação louca de Tarantino. Eu não estou de nenhum desses lados. Assisto Django para aprender como fazer uma apresentação. E esse cara tem muito o que ensinar. Seguem aqui algumas dicas: Goste de se apresentar. Eu sei, eu sei, existem pessoas que naturalmente gostam de falar em público, outras, não. Mas algumas vezes o problema pode não estar em fazer a apresentação, mas no tema a ser apresentado. Procure levar ao palco ideias nas quais você se interesse, algo que lhe dá vontade de apresentar aos outros, e de fazer com que eles compartilhem desse seu sentimento. Django por exemplo, após viver anos como escravo, sofrendo, foi vendido, teve...

Um diagnóstico é uma descrição minuciosa sobre alguma coisa. Em relação a apresentações, fazer um diagnóstico geral é essencial antes mesmo de começar a preparar o roteiro. Aqui na Pipoca, fazemos algumas perguntas básicas sobre uma série de fatores que darão uma direção para o nosso trabalho, possibilitando um maior planejamento de conteúdo. Vamos analisar essas perguntas e te contar porque elas são tão importantes. Quem é o público? Sabendo quem é o seu público, você pode escolher qual é o tipo de linguagem que você irá utilizar e quais exemplos ou histórias você pode contar que faça sentido para eles. O que eu quero que eles saibam? Definir quais são as informações principais que você quer passar é essencial para dar ao roteiro uma linha de raciocínio coerente. O que o público espera de você?  Pontuar quais são as expectativas do público é importante para você direcionar sua apresentação afim...

Ser um bom apresentador realmente não é fácil. Ned Stark, por exemplo, perdeu a cabeça por não conseguir expressar bem as suas ideias. Veremos aqui o que podemos aprender com seus erros e mantermos nossa cabeça grudada ao pescoço. E se o PowerPoint não funciona? Se o som do vídeo que você ia passar não sai? Se o seu pen drive quebrou? Nunca confie sua apresentação completamente a meios externos. Use-os apenas para te dar suporte, mas garanta que sua fala possa funcionar sem eles. É claro que ter slides bonitos e informativos melhoram muito a sua apresentação, mas a questão é que eles não precisam ser a sua apresentação. Ned Stark por exemplo, iria dedurar o rei contando que ele era um bastardo e não tinha direito ao trono que estava ocupando na frente de todos. Mas resolveu confiar na piedade de seu soberano e confessar que era um...

É raro conhecer uma pessoa que realmente goste de música clássica. Popular, seria um dos últimos adjetivos que alguém daria para esse estilo musical que muitos afirmam estar morrendo. Imagine então, que você está na palestra de um maestro, sem esperar nada demais, e então ele diz: “meu objetivo hoje é fazer com que todos aqui saíam dessa palestra entendendo e amando música clássica.” E ele realmente o faz. Vamos entender como ele articula seu discurso para isso. Primeiramente, Zander apresenta a realidade da música clássica no mundo atual. Ele admite que são poucos os admiradores do estilo, mas diz que aqueles que não gostam de música clássica, apenas não tiveram a oportunidade de aprender a entendê-la. Sendo assim, ele resolve explicar. Mas devemos notar que Zander nunca se posiciona como o senhor “sabe tudo”, não fica usando termos técnicos e tentando mostrar seu conhecimento. Ele...

Ele é um exímio cozinheiro de metanfetamina, envenena criancinhas nas horas vagas, destrói a própria família buscando poder, assassina donos de franquias de fast food e se autodenomina Heisenberg. Será que podemos aprender algo sobre apresentações com esse cara? Claro que podemos. Walter White pode não ser a melhor pessoa do mundo, mas tem certas habilidades que fariam dele um bom apresentador. Mexer com a emoção do público é algo muito delicado. Você precisa saber inserir histórias que estejam relacionadas com o propósito da sua apresentação, porém ao mesmo tempo elas devem tocar o público de alguma forma. Pode ser um episódio que aconteceu na sua vida, um testemunho que você já ouviu, ou até mesmo a história de vida de alguma celebridade. Depois disso, o público se conectará com a sua proposta de uma maneira totalmente diferente. Walter White por exemplo, resolve envenenar uma criança, acusar outra de pessoa de ter cometido tal atrocidade...

Primeiramente, qual é a importância de se fazer um roteiro? Nele, você conseguirá organizar a sua apresentação e dar a ela uma linha de raciocínio que faça sentido. Sem ter nenhum conteúdo de apoio é fácil esquecer alguns pontos importantes durante a apresentação ou falar tudo fora de ordem, deixando seu público confuso. Seguem aqui algumas dicas para te ajudar: Quais são seus argumentos? Se você quer fazer uma apresentação, certamente quer mostrar algo novo, um produto ou uma ideia. Por que as pessoas devem aceitar a sua proposta? Quais são seus argumentos? Coloque no papel todos os que você tem, e então trace uma ordem de importância. Qual será o seu Clímax? Clímax é o ponto alto da sua apresentação. É aquele momento no qual você apresenta o seu melhor argumento, o motivo pelo qual você acha que a sua ideia dará certo. Planeje quando ele deve ser...

Já ouviu falar de Jordan Belfort? Bem, ele chegou a acumular uma fortuna de 8 bilhões de dólares fraudando investidores e burlando o mercado de Wall Street nos anos 90, e hoje é inspiração para o filme O Lobo de Wall Street. Convencer era uma arte que Belfort dominava como ninguém. Tanto ao telefone com um cliente quanto em uma reunião com a sua equipe o cara fazia todo mundo cair na sua conversa. Vamos analisar aqui como ele fazia isso. Não a parte de fraudar investidores, mas de convencer pessoas…se bem que uma não exclui a outra. Prepare um roteiro. Organizar as suas ideias em forma de pauta pode ajudar você a articular um discurso coerente e mais envolvente. É claro que você não precisa decorar um texto gigante, mas sim, ter uma intenção de fala programada para não se perder durante a apresentação. Belfort criou um roteiro que...

Se durante uma conversa informal nós já ficamos analisando cada movimento da pessoa com a qual estamos conversando, tentando sacar mensagens subliminares, analisando a postura, gestos, entre outros, imagine durante uma apresentação onde você é o centro das atenções. Para te ajudar, resolvemos dar algumas dicas de linguagem corporal em apresentações. Analise o público: Nem sempre aquele cara todo certinho, engomado e com a voz impostada irá conquistar o público. Algumas vezes, ser mais despojado e mostrar-se confortável é o caminho mais fácil para a aceitação. É claro que apresentações corporativas mais formais requerem uma postura mais profissional, mas não force nada, seja natural acima de tudo. Para onde você quer que eles olhem? Se o seu objetivo é que o público preste atenção em você, faça com que isso aconteça. Mantenha contato visual, se movimente moderadamente para chamar a atenção, fale com eles e não para eles. Caso queira...

Existem certos fatores que fazem de uma pessoa um apresentador de sucesso. Conseguir convencer o público, surpreendê-lo de alguma forma e fazer com que ele adote seus ideais são alguns deles. Imagine então, convencer pessoas a baterem umas nas outras em um galpão sujo, largarem seus empregos e suas vidas para serem chamados de macacos espaciais, explodirem prédios de companhias de cartões de crédito, urinar em sopas de buffets aleatórios e viverem exclusivamente em prol de uma causa que você considera correta. Pois é, foi o que Tyler Durden, em Clube da Luta, fez apenas com o poder da palavra. Talvez a forma com que ele concretizou tudo isso seja um tanto quanto questionável, mas o que vale são seus métodos, que serão dissecados aqui e então mostraremos como aplicá-los em suas apresentações. Surpreenda seu público. Faça algo diferente, torne sua apresentação dinâmica. Quando o público participa...