StoryDoing vs StoryTelling em apresentações

StoryDoing vs StoryTelling em apresentações

Não dá pra negar que histórias são poderosas armas de comunicação. Elas foram a única forma de passar conhecimento por muito tempo, e hoje são usadas por empresas para criar engajamento, identificação e gerar um vínculo emocional entre companhias e clientes. Esse uso das histórias como ferramenta de engajamento não tende a mudar, muito pelo contrário, o que aparenta estar mudando é a forma de usar essa técnica.

Uma grande maioria das empresas usam o Storytelling hoje em dia. Geralmente elas contratam um serviço especializado, na maioria da vezes de publicidade, para criarem histórias que encantem o público e ajudem a criar uma identidade para marca no mercado. Até aí é tudo muito lindo, bonito e feliz, mas como a gente não é nem um pouco inocente (como já dizia o compadre Washington) sabemos que muitas dessas histórias contadas pelas empresas não se aplicam no cotidiano de trabalho dos seus funcionários, ou nem fazem parte dos objetivos reais do negócio. Ou seja, as histórias são vistas apenas como uma ferramenta de publicidade e nada mais. Não é de se surpreender que as pessoas se frustrem e se irritem com essa postura, como posso dizer? Mentirosa.

Porém, meus caros, é aí que você pode recuperar a sua fé nas pessoas. Pois diante desse cenário surgiu o Storydoing. Que nada mais é do que olhar para dentro do negócio e usar histórias reais para engajar o público. Ver o próprio dia a dia e desafios da empresa como uma narrativa, que ainda vão ter seus resultados revelados e acompanhados pelo público. E isso não é nenhum conto de fadas não, gente grande como a Apple, Redbull, Disney e mais uma galera já faz isso e colhe os resultados. O diferencial dessas empresas é a verdadeira lealdade com o público que acompanha não só o contar das histórias, mas a ação por trás delas. Sem falar que o investimento em mídia diminuí bastante.

Ok, mas como isso funciona em apresentações? Bom, na verdade isso não muda muita coisa do que a gente já vinha falando aqui no blog. A ideia das histórias em uma apresentação é justamente criar um fundamento pros nossos argumentos, mostrar como nossas ideias funcionam na prática. E a partir disso, gerar uma identificação com o público. O que sempre falamos aqui é para você procurar contar histórias reais, que aconteceram com você para justamente conseguir fortalecer essa identificação. Na realidade, todos somos contadores de histórias e as vivenciamos todos os dias. As histórias estão presentes em nossas vidas, nós só temos que ter a sensibilidade de saber como encaixá-las em nossas apresentações para conseguir potencializar a mensagem que queremos passar para as pessoas. Então, aqui vai um link para um site, em inglês, que fala sobre o conceito de storydoing e apresenta dados que sustentam essa posição (http://www.storydoing.com/conversation). Não há nada de errado em contar histórias, desde que elas realmente mostrem como seus argumentos estão presente na prática.

Eduardo Brunetto
du@pipocamoderna.com