Pipoca Moderna | Será que a culpa é do PowerPoint?
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Será que a culpa é do PowerPoint?

O termo morte por ppt já é famoso. Ele resume o quão chata uma apresentação de PowerPoint pode ser. Como nos desanimamos quando entramos na sala de aula ou numa palestra onde o projetor de slides está ligado, chegando ao ponto de morrermos de tédio. Porém, será culpa da ferramenta ou as pessoas estariam a utilizando da maneira errada?

Em uma pesquisa feita pela University of New South Wales, comprovou-se que as pessoas têm dificuldade de processar informações que chegam na forma escrita e verbal ao mesmo tempo. O que torna o PowerPoint não um amplificador da mensagem, mas sim um criador de ruído na comunicação entre orador e público. Uma vez que ainda é comum vermos pessoas que colocam nos slides exatamente as mesmas palavras do seu discurso. Será que, com o resultado dessa pesquisa, o PowerPoint viria a ser extinto?

Claro que não, inocente. Mas, com certeza, a forma de usá-lo passou a ser repensada. Um dos fatores principais que ainda fazem do PowerPoint um vilão é que algumas pessoas usam a ferramenta com o propósito errado. Por exemplo, quando alguém tem que fazer uma apresentação no dia seguinte, abre o PowerPoint e dali começa o desenvolvimento o conteúdo da apresentação. O que tem de errado nisso? Tudo. Chegamos agora primeiro ponto para te ajudar a usar o PowerPoint de maneira correta: ele não é feito para gerar ideias. A tecnologia em si não é um aliado de insights criativos, ela te distrai, te apresenta tantas possibilidades de entretenimento que fica difícil produzir. Portanto, quando tiver uma apresentação a fazer, alie-se a caneta, ao papel e a solidão e comece seu processo criativo. Às vezes é necessário se distanciar das distrações, ficar sozinho e se concentrar em somente um tema, para então ter boas ideias. Muitas pessoas dizem que não são criativas, mas nunca nem ao menos tentaram ser, nunca tentaram realmente ter ideias.

Agora vamos para o segundo fator que faz com que o PowerPoint seja eximido da culpa pelo tédio criado em apresentações chatas e mal planejadas: apresentações necessitam de tempo para serem feitas. Então sentar na frente do computador um dia antes da apresentação e esperar que as pessoas te vejam como o novo Steve Jobs é impossível. Vai aqui um breve cronograma que seria a maneira ideal de desenvolver uma apresentação:

– Pesquisa em livros e na internet para se aprofundar melhor no assunto que você vai apresentar: 4 – 10 horas

 Faça um diagnóstico da apresentação: 1 hora

– Gere ideias: 1 hora

– Filtre, agrupe e organize suas ideias: 1 hora

– Esquematize um esboço do roteiro: 3 horas

– Crie os slides: 4 – 60 horas

– Ensaie: 4 horas

Em cada uma das etapas, tem um link de outros posts aqui do blog que contêm dicas sobre o assunto!

É, talvez a culpa não seja do PowerPoint, não, mas sim do descaso na hora de produzir uma apresentação. A única função do PowerPoint é apoiar a sua fala de uma maneira visual, com imagens, infográficos, ícones e o mínimo de texto possível. Caso você queira aprender a usar melhor a ferramenta, nas próximas semanas, daremos dicas mais técnicas sobre como usar o PowerPoint da maneira correta. Fique esperto, cochilou, o cachimbo cai.

Eduardo Brunetto
du@pipocamoderna.com