Pipoca Moderna | Estratégia de roteiro para apresentações
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Estratégia de roteiro para apresentações

Já vimos aqui no blog várias estratégias de roteiro para apresentações, como a Jornada do herói (confira aqui), e também a de problemas vs soluções (leia mais). Porém, existem muitas outras estratégias que podem ser usadas na produção de um roteiro. Syd Field, é considerado o pai do modelo criado para se contar histórias nos filmes de Hollywood, e Nancy Duarte, uma pioneira no ramo de apresentações, analisou todo o trabalho de Field e o adaptou para o ramo de apresentações. Vamos conferir aqui o resultado desse trabalho.

Segundo Field, uma boa história é contada em 3 atos: começo, meio e fim. Esse modelo foi inicialmente criado por Aristóteles e Field o adaptou para a narrativa cinematográfica. Cada ato consiste no seguinte:

Primeiro ato: os personagens, suas relações e o contexto no qual estão inseridos são apresentados. Descobrimos também quem é herói da trama e qual é o seu desejo não preenchido.

Segundo ato: É o desenvolvimento, acompanhamos o herói lutando contra os obstáculos que o separam da realização do seu desejo.

Terceiro ato: O nosso herói foi bem sucedido, ou não? A história é concluída.

Field, analisando o roteiro de alguns dos melhores filmes do cinema, descobriu que em praticamente todos eles o segundo ato tomava quase o dobro de tempo a mais do que o primeiro ou último ato. E também, segundo ele, a separação entre cada ato deve ser muito clara durante o filme. Ele os chama de “pontos da trama”. Esses pontos são situações, acontecimentos ou eventos que mudam o rumo do roteiro, fazendo com que nosso herói siga uma direção diferente dentro da história. Em Matrix por exemplo, o primeiro ponto é a conversa de Neo com Morfeu, quando ele escolhe a pílula vermelha e muda a trama completamente.  A partir disso, podemos pensar melhor na hora de prepararmos nosso roteiro para uma apresentação.

Duarte afirma justamente isso, que boas apresentações têm muitas semelhanças com esse modelo de roteiro. Elas também têm um início meio e fim bem definidos, sendo o meio, maior que as outras duas partes. Elas também têm uma identidade própria, uma história única, como os filmes. Elas também precisam de bons “pontos de trama”, sendo o primeiro deles, essencial para prender o público até o fim da apresentação e ficar ansioso para descobrir seu desfecho.

É preciso entender que isto é apenas um formato, não uma fórmula. Mas vale ser considerado na hora de produzir seu roteiro para uma apresentação. Afinal é um método inicialmente criado por Aristóteles, depois estudado por Syd Field e finalmente adaptado para apresentação pela Nancy Duarte, o que, temos que concordar, não é pouca coisa. Para fazer uma boa apresentação é necessário planejar seu conteúdo e estudar diferentes técnicas de abordagem. Invista no seu conteúdo, tenha um bom roteiro.

Eduardo Brunetto
du@pipocamoderna.com