Pipoca Moderna | A felicidade não se compra e apresentações
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A felicidade não se compra e apresentações

A Felicidade Não Se Compra (It´s a Wonderful Life) é um filme de 1946, dirigido por Frank Capra que além de ser muito emocionante, tem muito a nos ensinar sobre apresentações profissionais.

Toda Informação colocada na sua apresentação é relevante. Temos a mania de não levar em conta alguns detalhes do nosso discurso quando nos apresentamos. Sempre adicionando uma informação aqui, outra lá, achando que os 2 segundo que você vai levar para falar aquilo não influenciará em nada na apresentação como um todo. Mas é ai meu caro, que mora ao perigo. Ornar demais a apresentação, até mesmo no seu conteúdo, pode fazê-la perder sua objetividade e pode dissipar sua mensagem principal no meio dos “inofensivos” adendos. Como prevenir isso? Primeiro você tem que fazer um roteiro mais detalhado da sua apresentação, não apenas tópicos para lembrar o assunto do qual você vai falar, mas sim escrever sua fala completa. Trabalhoso, eu sei, mas só assim você conseguirá visualizar melhor sua apresentação, achar os erros, excessos e deixar seu discurso redondo e objetivo. Como exemplo, podemos analisar o filme A Felicidade Não Se Compra, onde nosso personagem principal George Bailey, após inúmeras decepções na vida, desejou nunca mais ter nascido. É impressionante ver como todas as pessoas que estavam a sua volta tiveram mudanças significativas em suas vidas, e até mesmo a cidade onde ele morava, tomou um rumo diferente na sua ausência. Ele era apenas um detalhe, mas acabava influenciado tudo a sua volta sem nem mesmo perceber. O mesmo ocorre com uma informação que colocamos na nossa apresentação.

Não tenha medo de usar exemplos antigos na sua apresentação. Algumas pessoas acham que por falar de um filme da década de 60, ou referenciar um artista já meio esquecido na sua apresentação, seu exemplo perderá peso e você corre o risco de ser visto como uma figura “ultrapassada”. Mas não é bem assim. Se o seu exemplo tiver uma função necessária na sua apresentação, não há porque não utilizá-lo. Claro que se você for apresentá-lo para um público mais jovem, talvez precise fazer uma breve explicação para situá-los, mas nada que vá te atrapalhar. Afinal, exemplos e referências são muito pessoais, o que mostra para o público um pouco mais da sua personalidade e de quem você é, gerando certa identificação. Esse filme do qual estou falando por exemplo, é de 1946, porém é um clássico do cinema e pode nos ensinar algo sobre apresentações.

Comece a escrever toda a sua fala no roteiro para poder alinhar melhor seu conteúdo e não hesite em falar sobre o Elvis Presley na sua apresentação caso você realmente goste dele, isso que o filme pode nos ensinar.

Eduardo Brunetto
du@pipocamoderna.com