Pipoca Moderna | Será que Walter White seria um bom apresentador?
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Será que Walter White seria um bom apresentador?

Ele é um exímio cozinheiro de metanfetamina, envenena criancinhas nas horas vagas, destrói a própria família buscando poder, assassina donos de franquias de fast food e se autodenomina Heisenberg. Será que podemos aprender algo sobre apresentações com esse cara? Claro que podemos. Walter White pode não ser a melhor pessoa do mundo, mas tem certas habilidades que fariam dele um bom apresentador.

Mexer com a emoção do público é algo muito delicado. Você precisa saber inserir histórias que estejam relacionadas com o propósito da sua apresentação, porém ao mesmo tempo elas devem tocar o público de alguma forma. Pode ser um episódio que aconteceu na sua vida, um testemunho que você já ouviu, ou até mesmo a história de vida de alguma celebridade. Depois disso, o público se conectará com a sua proposta de uma maneira totalmente diferente. Walter White por exemplo, resolve envenenar uma criança, acusar outra de pessoa de ter cometido tal atrocidade e convencer seu amigo Jesse, que gostava muito da criança envenenada em questão, a assassinar esse suposto monstro que tentou ferir o pobre menino. Eu sei que é difícil enxergar algo de bom nisso, mas veja como Walter soube influenciar Jesse emocionalmente em prol do seu objetivo.

Acredite no que você está apresentando. Se o apresentador não parece estar convencido pelos seus próprios argumentos, não espere que o público esteja. Ou quando uma apresentação é feita com mais de uma pessoa, enquanto um está falando, a postura do companheiro de apresentação indicará o quão comprometido ele está com o projeto em questão. Policie-se. Mantenha-se confortável, porém sério durante a fala de seu colega. No caso de nosso querido Walter White, confiança no seu produto era algo que não faltava. Ele era tão famoso que durante uma reunião de negócios ele não se apresentava, apenas dizia para o cliente, “você sabe quem eu sou”, e logo em seguida, “Diga o meu nome!”, e a resposta? “Heisenberg!”. Como não somos traficantes famosos, vamos manter a parte na qual falamos nossos nomes, mas sempre demonstrando confiança. Nunca com aquela famosa frase, “hoje vou falar um pouco sobre…” desmerecendo sua própria apresentação.

Ele pode ser a pior pessoa do universo, mas nos ensinou que emocionar as pessoas pode melhorar a sua apresentação e o quanto acreditar em sua ideia é essencial para que os outros também acreditem. Agora é só gritar, “I am the one who knocks!”

Eduardo Brunetto
du@pipocamoderna.com